Brasilidades!
“verdade que na Bahia não tem mais assalto porque quando alguém fala Bota a mão na cabeça as pessoas já acham ‘que vai começar o rebolation?” .-.

“verdade que na Bahia não tem mais assalto porque quando alguém fala Bota a mão na cabeça as pessoas já acham ‘que vai começar o rebolation?” .-.
Às vezes nunca te vi antes, às vezes nunca amantes, nunca além. Às vezes nunca te quis, às vezes nunca infeliz, nunca ninguém.
Não te reconheço mais, tuas roupas são outras. E soltas de mim as palavras da tua boca.
Te vejo e pareço louca: sem memória, sem estória. Até que alguma canção, algum cheiro ou expressão me faça te ver de novo. Mas é rápido, é quase pouco e nem dói nada nossa paixão congelada.
Não seja por isso, eu não tenho pressa, eu posso esperar vidas inteiras. Mas tenha certeza de que lhe interessa deixar escapar o ouro do agora, para que não seja numa tarde dessas.. tarde demais.
“Eu hoje tive um pesadelo e levantei atento, a tempo. Eu acordei com medo e procurei no escuro alguém com seu carinho e lembrei de um tempo… porque o passado me traz uma lembrança do tempo que eu era criança e o medo era motivo de choro, desculpa pra um abraço ou um consolo.
Hoje eu acordei com medo, mas não chorei nem reclamei abrigo. Do escuro eu via um infinito sem presente, passado ou futuro.
Senti um abraço forte, já não era medo, era uma coisa sua que ficou em mim, QUE NÃO TEM FIM.
De repente a gente vê que perdeu ou está perdendo alguma coisa morna e ingênua que vai ficando no caminho, que é escuro e frio, mas também bonito, porque é iluminado pela beleza do que aconteceu há minutos atrás.
Eu quero que você se sinta a pessoa mais feliz do mundo, a única capaz de ser pra mim um sonho em noite de insônia.
Quebra em pedacinhos o meu coração de pedra. Quebra em pedacinhos o meu coração e guarda. Guarda um pedacinho do meu coração contigo. Fica com ele como prova de amor. Leva, leva, leva, leva até me amar.
As possibilidades de felicidade são egoístas, meu amor. Viver a liberdade, amar de verdade, só se for a dois.”
“‘Difícil é estar aqui agora, vou até a cozinha de novo e pego uma coca, passeio pelos canais de TV (a locutora tem os cabelos dela, o jeans do comercial veste suas pernas, seus olhos fogem num filme). O silêncio do telefone é maior. Brinco com o lápis no bloco de recados, escrevo estas palavras. Rabisco seu nome. O frio entra na janela, eu fecho. Talvez saia.
Alguém disse, de mim: por que nunca rio?
O trânsito é lento. Fui até sua casa outra vez, juro que não quero.
Como é mesmo aquilo, estava escrito no livro. Só queria parar de pensar um pouco. Será possível? Parece tão irreal. Mentira que não rio.
Lembrei um pedaço de música, nunca sei como se completa. Tem uma coisa que eu queria fazer. Anoitece. Voltei a pé até a casa dela. Queria vê-la.
Cadê…’
Quantas palavras indefinem. E frases, e páginas, e fotos. E a falta das fotos. Falsas, essas caras. As histórias que tento contar. As pessoas. Ela, e tantas. Tantas, únicas, as mesmas. Outras.
Ela.
A pele: dela.
Contanto que seja.
Perto.’”
“Eu vou ficar esperando você numa tarde cinzenta de inverno bem no meio de uma praça, então os meus braços não vão ser suficientes para abraçar você e a minha voz vai querer dizer tanta mas tanta coisa que eu vou ficar calada um tempo enorme só olhando você sem dizer nada só olhando e pensando meu deus mas como você me dói de vez em quando”.